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Pais e Mães Corajosos e Desescolarização

Você é pai ou mãe e se preocupa com o futuro do seu filho(a)?

Gostaria de convidar VOCÊ para compartilhar minha jornada através da EDUCAÇÃO.

Sou pai de dois filhos – 5 e 12 anos – e sou apaixonado por educação. Porém, minhas história na área de educação começou a pouco tempo. Em Dezembro/2013, vi no Facebook um post sobre a Escola com Asas que é um projeto da Sabrina Bittencourt visitei o site www.EscolacomAsas.com cuja missão é:

“Apoiar crianças, jovens, adultos e famílias na realização dos seus sonhos através do empreendedorismo social, estimulando sua capacidade de transformação e inovação, de forma colaborativa e livre.”

Ao ler o texto no site da Escola com Asas descobri   uma palavra nova: DESESCOLARIZAÇÃO.

Talvez você nunca tenha ouvido falar da palavra “DESESCOLARIZAÇÃO” e pode estar imaginando que é algo relacionado a “tirar o filho da escola”. Em parte pode ser isso, mas na verdade DESESCOLARIZAR é nos LIBERTARMOS do modelo escolar que nos foi imposto e que continua em vigor até hoje. Tenho 47 anos e a escola ainda tem o mesmo formato de ensino da minha época. A escola continua focando no conteúdo com o objetivo do vestibular. Atualmente, praticamente todo conteúdo está disponível a alguns cliques na internet. Podemos aprender praticamente tudo que quisermos online, então…

Porque as escolas continuam iguais a mais de 40 anos atrás?

A explicação é que o sistema escolar é como um grande navio transatlântico e existem inúmeros fatores que não interessam às escolas mudarem. O fato é que:

As escolas não conseguem mais desenvolver os talentos das crianças e jovens.

O formato atual das escolas tem como origem a necessidade de padronizar o ensino e disciplinar as crianças/jovens para o mercado de trabalho. Porém, o mundo está em uma era de grandes mudanças e muitos modelos de trabalho estão em crise. Grande parte das atuais atividades não existia há alguns anos e nos próximos anos veremos surgir novas profissões.  Gosto bastante desta matéria no site Porvir.org.

Em Nova York, a empresa de tendências Sparks & Honey compilou uma série de profissões do futuro que devem aparecer por aí em breve. A revista Fast Company organizou essas ocupações numa lista comentada por Terry Young, CEO da Sparks & Honey e agora o Porvir analisa essas novas funções a partir de seu potencial de influenciar ou ser influenciada pelo mundo da educação

Mentor/tutor fora da escola (Un-Schooling Counselor)
O conceito de educação em anos engessados, nos quais se faz exercícios sobre conteúdos específicos e pré-determinados, vai acabar, afirma a Fast Company. O futuro terá mais diversidade. As pessoas vão poder estudar em locais diferentes, pelo tempo que for mais conveniente, terão maior liberdade e flexibilidade. E quem vai guiá-las são os mentores, que atuam dentro e fora da escola. “É a evolução dos tutores tradicionais para alguém que pode acompanhar essas mudanças”, afirma Young.
Fonte: Porvir

Nossos sonhos como pais e mães é que nossos filhos tenham a melhor educação. A pergunta é:

Ir para escola para depois prestar vestibular é o melhor caminho para nossos filhos descobrirem seus taletons?

Eu fiz engenharia eletrônica na Unicamp, mas no final do curso já sabia que havia escolhido a carreira errada. Levei mais de 20 anos para descobrir que meu maior talento é “Ser professor“. E você? Conhece pessoas que depois de tantos anos de sacrifício para frequentar a escola e depois fazer faculdade descobrir que não era o que queriam? Não nego que as amizades que fiz na Unicamp, a experiência de morar longe de casa, os desafios de resolver os problemas e todo aprendizado de vida em conhecer pessoas de todo Brasil me levaram a ser quem eu sou hoje. A questão é: Praticamente não me lembro de NENHUMA AULA da engenharia.

Ano passado, conheci o Lucas Coelho do UnCollege Brasil que é um projeto de educação para jovens cujo objetivo é promover uma imersão de um ano – Gap Year – para morar fora de casa, passar 3 meses em outro país, descobrir seus talentos e fazer 3 meses de estágio em uma organização que esteja alinhada aos objetivos do jovem.

O que fazer diante de tudo isso?

Eu me sinto como o personagem NEO do filme Matrix na cena onde ele precisa escolher entre a pílula azul (voltar ao mundo da ilusão de Matrix) e a vermelha (descobrir a verdade). Nos últimos anos, tenho me dedicado a promover encontros para que as pessoas possam enxergar que há MUITAS POSSIBILIDADES fora do SISTEMA ATUAL. O mais importante é que ao contrário de Matrix, pode ser mais fácil do que imaginamos. Basta ter coragem de assumir que o MODELO que nos foi ensinado já não é mais adequado para o novo mundo que está surgindo.

Basta olharmos para as crianças e a sua facilidade no uso da tecnologia. Podemos ter um olhar crítico e pensar: Na minha época, a gente brincava nas praças, jogava bola e pulva corda, ao invés de ficar no computador. Poderíamos ter um NOVO olhar e pensar que é possível APRENDER JUNTO com nossos filhos.

Encontros para APRENDER

Tenho promovido inúmeros encontros para que as pessoas possam vivenciar espaços de aprendizado.

O grupo de Inglês com Teatro para Crianças com a minha amiga Flávia Sgaviolli acontece toda terça à noite e meu filho ADORA esta aula. Ele tem aprendido a GOSTAR DE INGLÊS, não apenas aprender inglês.

Toda quarta à noite temos os encontros de Autoconhecimento e Empreendedorismo na Vila Mariana.

Pessoas inspiradoras

Nesta trilha de educação, conheci/descobri pessoas incríveis e inspiradoras como:

Coragem para mudar

A palavra CORAGEM tem como origem a palavra CORATICUM do Latim que significa “Ação do Coração”.
Fonte: Gramatica.net.br

Estou em busca de reunir pais e mães que almejam buscar para seus filhos uma nova forma de educação. Pretendo formar um grupo para que possamos criar juntos os espaços de aprendizagem que nossos filhos. Caso você se sinta “chamado” para participar, entre em contato comigo. Pode usar o formulário de contato, Facebook.com/MarcioOkabe, Skype marciookabe ou celular/Whatspp 11 99480-1777.

 “A pergunta sempre foi se era possível fazer educação sem escola, sem prédio, sem estrutura física. E aprendemos que é possível sim, mas somente se tivermos bons educadores”, conta Tião, que ressalta ainda: “professor é aquele que ensina, quem repassa a informação; educador é aquele que aprende, que constrói junto.” Tião Rocha

Filmes e vídeos

Gostaria de compartilhar alguns filmes e vídeos que me fizeram ENXERGAR a educação de outra maneira.

Matéria do Canal Futura que mostra que desescolarização é um tema em discussão

Ana Thomaz tem uma clareza muito grande sobre o tema desescolarização

Quando sinto que já sei é um documentário INCRÍVEL que mostra projetos educacionais inovadores no Brasil

Educação proibida é um documentário que também questiona o modelo atual de educação

Tarja Branca – Um filme sobre educação

10 Responses to "Pais e Mães Corajosos e Desescolarização"

  • Graziele Câmara
    17 de março de 2016 - 17:21 Reply

    Olá! Boa tarde.

    Tenho um filho de 9 anos e muuuiiitos problemas na escola….vcs podem imaginar…tenho certeza!
    Tô na luta pela desescolarizacao, moro em Búzios, Rio de Janeiro e por aqui nem o Conselho tutelar sabe o que é. Venho buscando soluções para o.processo de desescolarizacao mas estou sozinha nessa jornada.
    Peço a ajuda de vcs para que possam me orientar, como.procedo, onde vou como dar entrada, quem procuro!

    Vejo os dias passar…meu filho crescendo envolvido abruptamente num sistema de educação totalmente falido e desigual.

    Pesquiso tudo na Internet sobre o tema mas não consegui ai da achar o caminho das pedras…me ajude por favor!!!

    Deixo meus telefones para um possível contato e minha gratidão por receberem minha mensagem e mais ainda, minha fé de que tudo vai dar certo!

    Grata e ansiosa por um retorno desde já!

    Grazi Câmara
    (21)97567-0837 (claro whatsapp )
    (22) 999-082062 (vivo)

    • marciookabe
      21 de março de 2016 - 23:12 Reply

      Olá Graziele,
      Grato pela confiança. Sugiro ver os vídeos do Cleber Nunes. Ele enfrentou problemas com a justiça e conseguiu educar 2 filhos fora da escola.
      https://www.youtube.com/watch?v=1p6gwXbNtE8

      Abraços,
      Marcio Okabe

      • Angela Ramos
        11 de maio de 2016 - 17:46 Reply

        Olá,

        Hoje, a educação domiciliar é ilegal no país, entretanto há um projeto lei (3179/12) que trata do assunto. Há um abaixo-assinado para que este projeto lei siga adiante. Poucas pessoas assinaram, tenho certeza que muitos pais têm interesse em realizar a educação em casa. Segue o link: http://www.peticaopublica.com.br/psign.aspx?pi=BR60220.

  • Daniela
    17 de abril de 2016 - 23:24 Reply

    Olá! Estou insatisfeita com a gestão de ensino da escola da minha filha. Percebo que estão se preocupando mais com os alinhamentos políticos do que com a qualidade do conteúdo pedagógico que é oferecido para os alunos…ou seja, vejo que a possibilidade da desescolarização possa ser uma saída. Todavia, no vigor da lei, não sei como funciona. No caso minha filha tem 4 anos. Eu deveria fazer como para que o Conselho tutelar não viesse me procurar por “abandono intelectual” ….parece piada né… Mais enquadrar do que fazem na escola impossível…sinto que estou abandonando intelectualmente ela se a deixar refém deste sistema!!! Tirando a professora, que é uma fofa, e luta para constituir uma pedagogia interessante mesmo diante de uma gestão…sem palavras…Como posso fazer isto sem me sentir perseguida pela instituição?! Estou vendo outros grupos alternativos de mães e tal…mas escola, matricula nova, etc…tudo fica difícil quando estamos em crise e as mensalidades são altíssimas. O que posso fazer para resguardar a minha família quanto ao que decidimos o que ser melhor para a nossa cultura e educação?

    • marciookabe
      25 de abril de 2016 - 21:12 Reply

      Olá Daniela,
      Gratidão pelo desabafo e por compartilhar sua história. Vamos conversar, pois acredito que o ideal é começar a conhecer pessoas e formar grupos.
      Vou te enviar um e-mail para seguirmos a conversa.
      Abraços,
      Marcio Okabe

  • Michela Barbosa
    21 de julho de 2016 - 18:22 Reply

    Olá!

    Quero agradecer a atenção!
    E estou aguardando o email da Ana Thomaz!

    Abraços!

  • Daniele
    26 de setembro de 2016 - 14:33 Reply

    Olá, tenho uma filha de 5 anos e desde que ela começou a frequentar a escola (desde 2015) ela vem apresentando maus comportamentos, converso muito com minha filha e tento ajuda-la da melhor forma possível. Já estou esgotada de receber reclamação da escola. Já tive a oportunidade de ficar com minha filha lá durante uns dias para avaliar , ver como ela se comporta. Vi outras crianças se comportando mau também.Observei que lá esta mais para um ”passatempo” infantil do que escola…a sala é pequena e em picos de frequência a sala tem 25 alunos ..Imagina 15 a 25 alunos de 5 anos dentro de uma sala com poucas atividades desenvolvidas durante 4 horas e meia e com apenas 1 professora e deixadas á vontade para brincar com os brinquedos disponíveis??? É de deixar qualquer um louco! Por isso venho pensado muito em praticar o ensino domestico, mas tenho receio das leis. Sou do Rio de Janeiro e se tiver alguma mãe nesta mesma situação ou que ”já saiu” desta situação podem entrar em contato comigo por favor. Queria saber como faço para tira-la da escola….se tenho que informar a diretora…se é só não leva-la mais e perder a vaga…Ajudem-me por favor !

    • marciookabe
      27 de setembro de 2016 - 23:24 Reply

      Olá Daniele,
      Seria bom entrar em grupos no Facebook como Escola com Asas e Educação Domiciliar para se conectar com outros pais e mães.
      Veja o documentário “Quando sinto que já sei” para conhecer projetos de educação inovadores. Sugiro conversar com os outros pais e os professores, pois não é “um contra o outro”. Todos querem o melhor, mas devemos mudar nosso modelo de escola antes de querer que a escola mude.
      Quem muda somos nós, os professores e a diretoria da escola….
      Abraços,
      Marcio Okabe

  • Adriana Bispo Gadelha
    10 de julho de 2017 - 0:57 Reply

    Minha filha tem 11 anos e temos problemas com a escola desde que começou.
    Ela foi diagnosticada com dislexia e depressão. Faz os devidos tratamentos, porém a escola é um ambiente que a deixa triste e sempre insatisfeita. Piora muito com o despreparo dos profissionais a lidar com qualquer característica que fuja do qie julgam
    “Normal”.
    Quero tirar da escola há muito tempo, mas não sei como posso fazer para seguir desenvolvendo-a para ser independente e principalmente feliz.

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