Go to Top

Carta à Bel Pesce… de um Brasileiro

Escrevi um post para dar minha opinião sobre a polêmica da campanha de financiamento coletivo da Hamburgueria ‘Zebeléo’ que teve como principal protagonista a Bel Pesce que ERA uma estrela do empreendedorismo no Brasil. Preferi fazer uma crítica construtiva, pois o que aconteceu nesta semana mostrou que a internet tem o PODER de tornar alguém estrela em poucos dias, mas também tem o PODER DE DESTRUIR a reputação de uma pessoa.

Leia o post diretamente no Linkedin clicando no link abaixo.


https://www.linkedin.com/pulse/carta-%C3%A0-bel-pesce-de-um-brasileiro-palestrante-e-netweaver

Aquele que não tiver pecado atire a primeira pedra

Acho que está havendo um exagero que me preocupa, pois me lembra um trecho do evangelho no qual levaram para Jesus uma mulher que havia sido flagrada em um ato de adultério. A lei pregava a pena máxima para este ato, porém Jesus na sua sabedoria, sem citar a lei, disse:

“Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela” e continuou escrevendo na terra.

Fonte: http://www.novageracao.org/estudos-biblicos/atire-primeira-pedra

Eu fico me questionando sobre este episódio sobre as pessoas que estão criticando a Bel Pesce:

  • Nunca furaram fila?
  • Nunca mentiram sobre seus currículos?
  • Nunca fizeram algo errado e esconderam o erro?
  • Nunca fingiram ser alguém que não são?
  • Tudo que postam no Facebook são verdades?

Quais são os sentimentos envolvidos?

Quais são os sentimentos que vejo na maioria das críticas?

#Raiva #Inveja #Orgulho #Mesquinhez #Rancor #Ignorância #Ganância

Creio que precisamos começar a nos inspirar em mentores como Dalai Lama, Buda, Jesus, Chico Xavier, Nelson Mandela, Monja Coen e dezenas de  pessoas que são exemplos que devemos seguir por praticarem virtudes que deveriam ser parte de nossas atitudes.

#Humildade #Caridade #Perdão #Doação #Sinceridade #Serenidade #Empatia

Gostaria de propor uma reflexão sobre quais sentimentos te influenciam mais? Sentimentos que dependem de fatores intrínsecos e do seu AUTOCONHECIMENTO ou sentimentos que dependem de fatores extrínsecos?

Uma das minhas frases lema (e de minha autoria) é:

“O importante não é estar certo, o importante é perdoar e ser feliz”

A Monja Coen tem um vídeo excelente para refletirmos sobre este episódio.

Seis graus de separação – Will Smith

Todos estes acontecimentos me trouxeram a lembrança de um filme de 1993. Neste filme, Wil Smith cativa uma família da alta sociedade ao fingir que é amigos dos seus filhos que estudam em Harvard. Ele demonstra uma cultura refinada que o transforma rapidamente no centro das atenções.

Vejam a resenha:
“Ouisa (Stockard Channing) e Flan Kittredge (Donald Sutherland), formam um casal da alta sociedade de Manhattan que socorre um jovem negro, Paul (Wil Smith), que foi ferido num assalto no Central Park. Paul lhes conta que conhece seus filhos e dá detalhes do apartamento, dando veracidade à narrativa. Ótimo cozinheiro, sua conversa é cativante e desperta maior interesse ainda quando diz que é filho de Sidney Poitier.”  Fonte: https://filmow.com/seis-graus-de-separacao-t6194/

O que é marcante no filme é que, apesar do Wil Smith ser vigarista, ele tem as virtudes que eles gostariam que seus filhos tivessem.

Perdoem contar o final do filme, mas o curioso é que no final, Wil Smith conquista o coração do casal, mesmo sabendo que ele enganou a todos.

Vejam o filme completo – https://www.youtube.com/watch?v=L1K-R-efH1Q

A analogia combina bastante com a Bel Pesce, pois para ela recuperar parte do respeito das pessoas que a admiram é necessário admitir os erros e pagar por eles. Quem contratou palestras e comprou cursos? Não deveriam ser ressarcidas de alguma forma, pois compraram uma imagem que não é real?

Espero que a Bel Pesce deixe a sociedade da hamburgueria, pois o fiasco não começou com a campanha de crowdfunding. Começou no fato de ser sócia de uma empresa que não agrega em nada para ajudar o Brasil a se tornar um país melhor.

Fórmulas Mágicas e Palestras

Gostaria de abordar alguns temas que tenho me envolvido nos últimos anos. Um deles é a Fórmula de Lançamento que o Érico Rocha lançou no Brasil e o Negócios de Palestras do Roberto Shinyashiki. Durante um bom tempo, eu acreditei que a Fórmula de Lançamento era algo legal. Acredito que estratégias de cursos online e infoprodutos são importante, porém hoje tenho uma firme opinião que o Érico Rocha vende MUITO e tem consciência que mais de 95% dos seus alunos não conseguirão SEQUER a recuperar o investimento.

Conheço várias pessoas que investiram em torno de R$ 5 mil no curso e não tinham condições de lançar infoprodutos. Fiz um vídeo para mostrar minha opinião.

Sobre o Roberto Shinyashiki que vende o sonho de milhares de pessoas se tornarem palestrantes e venderem palestras por R$ 6 mil, é uma pena que ele tenha ido para o “lado negro da força”. Isso mesmo, participei do curso em 2015 onde mais de 500 pessoas participam de um evento de 3 dias nos quais grande parte do tempo são vendas de novos cursos e fãs do Roberto Shinyashiki que querem estar perto dele. Confesso que o curso é legal, mas depois de refletir e analisar melhor percebo que o LEGADO que ele está deixando não é BOM.

Lembro que eu li o livro “A Carícia Essencial”.

Sou um eterno otimista e acredito que pessoas deveriam parar e REFLETIR se estão realmente ajudando as pessoas. O Roberto poderiam fazer uma curadoria e orientar de forma adequada para que apenas pessoas com real potencial participassem do curso. Além disso, ao invés de colocar centenas de pessoas em um curso, ele poderia focar em trabalhar com grupos de 60 pessoas e REALMENTE AJUDAR A FAZER A DIFERENÇA.

Transcrevo abaixo a história de carícias do livro do próprio Roberto

“Neste conto, Claude Steiner, com muita sabedoria e ternura, sintetiza muitas idéias sobre Carícias.

Era uma vez, há muito tempo, um casal feliz, Antonio e Maria, com dois filhos chamados João e Lúcia. Para entender a felicidade deles, é preciso retroceder àquele tempo.

Cada pessoa, quando nascia, ganhava um saquinho de carinhos. Sempre que uma pessoa punha a mão no saquinho podia tirar um Carinho Quente. Os Carinhos Quentes faziam as pessoas sentirem-se quentes e aconchegantes, cheias de carinho. As pessoas que não recebiam Carinhos Quentes expunham-se ao perigo de pegar doença nas costas que as fazia murchar e morrer.

Era fácil receber Carinhos Quentes. Sempre que alguém os queria, bastava pedi-los. Colocando-se a mão na sacolinha surgia um Carinho do tamanho da mão de uma criança. Ao vir à luz o Carinho se expandia e se transformava num grande Carinho Quente que podia ser colocado no ombro, na cabeça, no colo da pessoa. Então, misturava-se com a pele e a pessoa se sentia toda bem.

As pessoas viviam pedindo Carinhos Quentes umas às outras e nunca havia problemas para consegui-los, pois eram dados de graça. Por isso todos eram felizes e cheios de carinhos, na maior parte do tempo.

Um dia uma bruxa má ficou brava porque as pessoas, sendo felizes, não compravam as poções e ungüentos que ela vendia. Por ser muito esperta, a bruxa inventou um plano muito malvado. Certa manhã ela chegou perto de Antonio enquanto Maria brincava com a filha e cochichou em seu ouvido: “olha Antonio, veja os carinhos que Maria está dando à Lúcia. Se ela continuar assim vai consumir todos os carinhos e não sobrará nenhum pra você”.

Antonio ficou admirado e perguntou: “Quer dizer então que não é sempre que existe um Carinho Quente na sacola?”

E a bruxa respondeu: “Eles podem se acabar e você não os ganhará mais”. Dizendo isso a bruxa foi embora, montada na vassoura, gargalhando muito.

Antonio ficou preocupado e começou a reparar cada vez que Maria dava um Carinho Quente para outra pessoa, pois temia perdê-los. Então começou a se queixar que Maria, de quem gostava muito, e Antonio também parou de dar carinhos aos outros, reservando-os somente para ela.

As crianças perceberam e passaram também a economizar carinhos, pois entenderam que era errado dá-los. Todos ficaram cada vez mais mesquinhos.

As pessoas do lugar começaram a sentir-se menos quente e acarinhados e algumas chegaram a morrer por falta de Carinhos Quentes. Cada vez mais gente ia à bruxa para adquirir ungüentos e poções. Mas a bruxa não queria realmente que as pessoas morressem porque se isso ocorresse, deixariam de comprar poções e ungüentos: inventou um novo plano. Todos ganhavam um saquinho que era muito parecido com o saquinho de Carinhos, porém era frio e continha Espinhos Frios. Os Espinhos Frios faziam as pessoas sentirem-se frias e espetadas, mas evitava que murchassem.

Daí para frente, sempre que alguém dizia “Eu quero um Carinho Quente”, aqueles que tinham medo de perder um suprimento, respondiam: “Não posso lhe dar um Carinho Quente, mas, se você quiser, posso dar-lhe um Espinho Frio”.

A situação ficou muito complicada porque, desde a vinda da bruxa havia cada vez menos Carinhos Quentes para se achar e estes se tornaram valiosíssimos. Isto fez com que as pessoas tentassem de tudo para consegui-los.

Antes da bruxa chegar as pessoas costumavam se reunir em grupos de três, quatro, cinco sem se preocuparem com quem estava dando carinho para quem. Depois que a bruxa apareceu, as pessoas começaram a se juntar aos pares, e a reservar todos seus Carinhos Quentes exclusivamente para o parceiro. Quando se esqueciam e davam um Carinho Quente para outra pessoa, logo se sentiam culpadas. As pessoas que não conseguiam encontrar parceiros generosos precisavam trabalhar muito para obter dinheiro para comprá-los.

Outras pessoas se tornavam simpáticas e recebiam muitos Carinhos Quentes sem ter de retribuí-los. Então, passavam a vendê-los aos que precisavam deles para sobreviver. Outras pessoas, ainda, pegavam os Espinhos Frios, que eram ilimitados e de graça, cobriam-nos com cobertura branquinha e estufada, fazendo-os passar por Carinhos Quentes. Eram na verdade carinhos falsos, de plástico, que causavam novas dificuldades. Por exemplo, duas pessoas se juntavam e trocavam entre si, livremente, os seu Carinhos Plásticos. Sentiam-se bem em alguns momentos mas, logo depois sentiam-se mal. Como pensavam que estavam trocando Carinhos Quentes, ficavam confusas.

A situação, portanto, ficou muito grave.

Não faz muito tempo uma mulher especial chegou ao lugar. Ela nunca tinha ouvido falar na bruxa e não se preocupava que os Carinhos Quentes acabassem. Ela os dava de graça, mesmo quando não eram pedidos. As pessoas do lugar desaprovavam sua atitude porque essa mulher dava às suas crianças a idéia de que não deviam se preocupar com que os Carinhos Quentes terminassem, e a chamavam de Pessoa Especial.

As crianças gostavam muito da Pessoa Especial porque se sentiam bem em sua presença e passaram a dar Carinhos Quentes, sempre que tinham vontade.

Os adultos ficavam muito preocupados e decidiram impor uma lei para proteger as crianças do desperdício de seus Carinhos Quentes. A lei dizia que era crime distribuir Carinhos Quentes sem uma licença. Muitas crianças, porém, apesar da lei, continuavam a trocar Carinhos Quentes sempre que tinham vontade ou que alguém os pedia. Como existiam muitas crianças parecia que elas prosseguiram seu caminho.

Ainda não sabemos dizer o que acontecerá. As forças da lei e da ordem dos adultos forçarão as crianças a parar com sua imprudência? Os adultos se juntarão à Pessoa Especial e às crianças entenderão que sempre haverá Carinhos Quentes, tantos quantos forem necessários? Lembrar-se-ão dos dias em que os Carinhos Quentes eram inesgotáveis porque eram distribuídos livremente?

Em qual dos lados você está?

O que você pensa disso?

Do livro: A Carícia Essencial – Roberto Shinyashiki – Editora Gente”
Fonte: http://metaforas.com.br/uma-historia-de-caricias

 Talvez, o que estamos precisando em um mundo tão saturado de
informações e conteúdo são CARINHOS QUENTES ;-)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *