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Visões de um futuro não tão distante – 2050

Meu nome é Marcio Okabe, e tenho 81 anos, casado e pai de 2 filhos – Caio 40 anos e Rafael 47 anos. Escrevo esta crônica para lembrar de um passado não tão distante, 2020 que foi um dos maiores marcos da humanidade. A pandemia do Coronavírus que começou em uma cidade na China, do outro lado do mundo, assolou todos os países do mundo e obrigou as pessoas a se isolarem em suas casas. 

O que parecia um dos maiores desastres mundiais, sendo até comparados com as grandes guerras mundiais, se tornou na realidade um grande acelerador das mudanças que o mundo precisava.

Assim como a lagarta consome em excesso, o mundo havia chegado a um ponto crítico no qual o consumismo havia se tornado o centro da maioria das ações humanas. O aquecimento global, o desmatamento e a poluição já eram problemas de escala mundial, mas nenhuma das ações do homem havia conseguido solucionar o problema. Até que chegou o coronavírus. A “lagarta” foi obrigada a entrar no casulo e bilhões de pessoas perderam emprego e renda (ver Crossroad Films). O primeiro ano foi de incredulidade e as pessoas tiveram muito medo, porém, aos poucos, as pessoas aprenderam o que realmente era importante.

“A marca de sua ignorância é a profundidade da sua crença na injustiça e na tragédia. O que a lagarta chama de fim de mundo, o mestre chama de borboleta.” Richard Bach

As guerras cessaram, a poluição e o trânsito diminuiram e, principalmente, as pessoas foram obrigadas a repensar no caminho que o mundo estava sendo levado.

Em 2020, era comum as pessoas dedicarem praticamente todo TEMPO da sua vida no trânsito e em empregos que não gostavam. Famílias felizes e relações harmoniosas eram exceção, pois as pessoas gastavam energia e dinheiro em distrações como televisão, jogos e compras.

Como em toda Macrotransição (ver Ervin László) da humanidade, grandes mudanças acontecem e muitas dores acompanham as mudanças. 

E o que acontece dentro do casulo? A lagarta vira uma sopa de nutrientes e como acontece a metamorfose? Existe um conjunto de células que possuem a “programação” necessária para a formação da borboleta. Conhecidas como “células imaginais”, elas reúnem a sopa de nutrientes para formar os órgãos da borboleta. 

Quem seriam as “células imaginais” da humanidade? Os SONHADORES!

Cenas do Filme Tomorrowland (Imperdível!)

Em 2020, o mundo valorizava o TER e não SER. A maioria das empresas eram focadas em resultados e lucros, infelizmente, eram comuns casos de corrupção nas empresas e no governo na busca do poder e dinheiro. Várias linhas de pensamento na época já defendiam a importância do desenvolvimento pessoal e autoconhecimento. Segundo o espiritismo, os últimos 30 anos foram uma das maiores transições da Terra. Chico Xavier que foi o maior médium brasileiro, afirmou que 20 de Julho de 2019 seria a DATA LIMITE da humanidade. Em 20 de Julho de 1969, quando o homem pisou na Lua, Chico Xavier afirmava que havia sido dado um prazo para humanidade mudar e evitar a Terceira Guerra Mundial. 

Felizmente, a Terceira Guerra Mundial não aconteceu e muitas pessoas afirmaram que o Chico Xavier errou. A verdade – quer você acredite ou não – a previsão da DATA LIMITE dependia da humanidade “passar na prova” que seria possível evoluirmos. De fato, o risco de uma guerra nuclear já havia se tornado passado em 2020. 

A outra parte das previsões de Chico Xavier era que o mundo entraria em uma grande fase de transição na direção de uma NOVA ERA que se concretizaria em 2057. Nesta segunda parte, vou narrar como vivemos em 2050 na esperança de ajudar o leitor a se inspirar que as mudanças são possíveis e, na maioria das vezes, depender UNICAMENTE de uma decisão pessoal.

A vida em 2050 

Educação e aprendizado

Não existem mais escolas como em 2020, pois não há necessidade alguma de reunir dezenas de crianças e acontecer o deslocamento até um espaço físico como eram chamadas as escolas. A inteligência artificial evoluiu a tal ponto que todos possuem um assistente pessoal que ajuda a fazer uma CURADORIA DO MUNDO. 

O modelo de ensino com base em conteúdo e com foco no vestibular teve o início do seu fim com a crise de 2020, pois ficou evidente que não havia razão para os professores(as) “passarem conteúdo” online e competir com os excelentes conteúdos que youtubers já deixavam disponíveis gratuitamente. O homeschooling se tornou comum e todo mercado de educação se moldou em torno deste novo modelo. No início, o homeschooling era associado a replicar o conteúdo da escola em casa seguindo as orientações do MEC (antigo órgão do governo que regulava o conteúdo que deveria ser ensinado para as crianças). Alguns pais e mães adotavam modelos ainda mais livre de aprendizado que chamávamos de UNSCHOOLING. Porém, com o fim das escolas baseadas em conteúdo, essas nomenclaturas perderam sentido. Assim como “alugar filmes na locadora” perdeu sentido quando a Netflix liderou a tendência dos filmes via streaming.

O Rafael que havia saído da escola com 14 anos, se tornou um dos líderes deste movimento de uma nova educação. 

Conceitos como aprendizagem criativa (ver Mitchel Resnik) baseados nos pilares – Projetos, Pares, Paixão e Play (brincar) – e a educação maker (baseada no FAZER APRENDENDO) se tornaram as bases da nova educação.

Os professores que antes ensinavam conteúdo, se tornaram TUTORES e acompanhavam poucas crianças. Apesar da INFINIDADE de conteúdo e dos assistentes digitais, os TUTORES criam CONEXÃO, INTERAÇÃO e EXPERIÊNCIAS COM e ENTRE as crianças e jovens. 

Muitos professores e, principalmente, gestores foram contra as mudanças. Afinal, a desintermediação do aprendizado iria tornar desnecessário a existência de inúmeros cargos. Com a migração para as aulas online sem tempo para mudar a cultura das escolas, grande parte das escolas (principalmente as particulares) tentaram – sem sucesso – migrar todas as aulas para o formato online. O problema é que a grande maioria dos gestores tomaram decisões baseadas no MEDO de perder os alunos e as receitas. 

Assim como na revolução industrial, no qual surgiu o movimento do LUDISMO.

“O ludismo (ou luddismo) foi um movimento que ia contra a mecanização do trabalho proporcionado pelo advento da Revolução Industrial. Adaptado aos dias de hoje, o termo ludita (do inglês luddite) identifica toda pessoa que se opõe à industrialização intensa ou a novas tecnologias” Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ludismo

Arsam Marduk – considerado o mais jovem futurista em 2020 – foi o criador do portal Gen Z Futurists cuja missão é levar um novo modelo de educação baseado no conceito “Edutainment” que é a mescla de educação com entretenimento. Ele conseguiu colocar em prática e atingir BILHÕES de crianças em todo mundo levando as boas práticas para uma aprendizagem criativa:

  • Aprendizagem engajada – Envolvimento das crianças durante todo o processo de aprendizagem com sessões mais curtas de conteúdo com seleção de vídeos, jogos e aplicativos.
  • Liberdade de aprendizagem – Aplicar a lógica dos jardins de infância e pré-escolas, e deixar as crianças aprenderem através da brincadeira.
  • Exploração no mundo real – As  crianças são programadas biologicamente para criar suas próprias inovações. Seu tempo de jogo é mais para explorar e entender seu mundo ao redor e é por isso que aprender através do jogo satisfaz seus interesses básicos. 
  • Educação experimental –  As crianças tem um aprendizado prático em museus infantis ou visitar teatros ou parques para estudar com a natureza. A educação de aventura e a educação ao ar livre são formas-chave de aprendizado em educação e entretenimento que tornam o tempo de estudo mais emocionante.
  • Melhora a positividade – Usar personagens de filmes e jogos como modelos para inspirar as crianças a imitar os aspectos positivos em suas próprias vidas.
  • Estimulação intelectual – Uso de jogos e desafios como estratégia educacional para melhorar seus estímulos intelectuais, aumentar sua capacidade de raciocínio, resolução de problemas e mentalidade competitiva. Storytelling (contar histórias)  como forma de melhorar sua base de conhecimento e aprendizado. 
  • Jogos educativos – Jogos são essenciais para explorar elementos como imagens, sons e animações para cativar as crianças e ganhar seu interesse dedicado pelo aprendizado.
  • Atenção aprimorada – As crianças prestam atenção às questões que os divertem. Por isso que o ensino e entretenimento está se mostrando muito eficaz para atrair sua atenção. 
  • Mobilidade e Aprendizagem portátil – O micro-learning (micro-aprendizado) ocorre em qualquer lugar e, em 2050, TODA CRIANÇA pode ter um “professor de bolso” para aprender onde estiver.
  • Habilidades socioemocionais – A busca do aprimoramento de suas habilidades sociais, que é vital para sua sobrevivência e crescimento na sociedade, deve fazer parte da trilha de aprendizado.

https://genzfuturists.com/what-is-edutainment-how-is-it-beneficial-for-kids/

Redes de aprendizado – Fim do vestibular

O vestibular e o ENEM não existem mais, bem como as faculdades da forma como eram em 2020. Antigamente, os jovens eram obrigados a escolher uma faculdade e, na maioria das vezes, era preciso frequentar para ter aulas presenciais. Havia uma segregação das melhores e piores faculdades que, por sua vez, criava um sistema de seleção dos “melhores alunos”. Era comum, muitos jovens cursarem faculdades e escolherem “carreiras promissoras” baseados na premissa de terem mais chances de conseguirem um bom emprego. 

Atualmente, as antigas faculdades e universidades se tornaram espaços de encontro para aprendizado colaborativo que oferece o ambiente e estrutura para que o aprendizado aconteça entre as pessoas. O conceito da Aprendizagem Ponto-a-Ponto no qual você aprender e você ensina teve como precursora a École 42 que surgiu na França como forma de superar a falta de profissionais qualificados na área de tecnologia. 

Em meio à crise das escolas e faculdades, grande parte das instituições faliram e os antigos prédios foram ocupados por grupos de pessoas que as transformaram em espaços de encontro e trocas de experiências. Usando conceitos de AUTOGESTÃO, transformaram antigas estruturas baseadas em modelos hierárquicos (ver Reinventando as Organizações – Frederic Laloux) em ambientes inspiradores onde as comunidades de aprendizagem poderiam se encontrar para gerar CONEXÃO, INTERAÇÃO e EXPERIÊNCIAS.

” Escolas não são edifícios. Escolas são pessoas” José Pacheco

Neste ambiente, as pessoas se reúnem para solucionar desafios e problemas, sejam eles REAIS ou apenas imaginários, porém sempre com o objetivo de colocarem em prática seus TALENTOS.

“Onde as necessidades do mundo e os seus talentos se cruzam aí está a sua vocação.” Aristóteles

Trabalho e Lazer – A morte dos empregos e do home office

Em 2020, as pessoas perdiam HORAS de deslocamento no trânsito e achavam normal. Quem tinha um bom emprego poderia comprar carro, mas a imensa maioria das pessoas precisava ir ao trabalho em ônibus/metrôs lotados. O uso de bicicleta e meios alternativos ainda era muito baixo, pois a maioria dos empregos tinham um modelo ineficiente de contratação. Em geral, uma pessoa trabalhava 8h por dia para uma mesma empresa e como era comum na época, muitas pessoas não tinham emprego. Havia escassez de desemprego e dinheiro. 

Há muitos anos, Domenico de Masi já defendia a tese do Ócio Criativo que seria reservarmos um período de tempo SEM DISTRAÇÕES (videogames, vídeos, etc.) para nosso cérebro conseguir CRIAR NOVAS IDEIAS. Ele defendia a importância do equilíbrio de estudo, lazer e trabalho.

“Você não muda as coisas lutando contra a realidade atual. Para mudar algo é preciso construir um modelo novo que tornará o modelo atual obsoleto.” Buckminster Fuller

Hoje, em 2050, é muito raro encontrar pessoas que trabalham exclusivamente em apenas um trabalho. Palavras como EMPREGO e HOME OFFICE são antigas, tal como eram TOCA-DISCOS e REVELAR FOTOS em 2020. Atualmente, TODOS espaços integram as necessidade de Trabalho, Lazer e Estudos como vislumbrou Domenico de Masi.

Qual foi a grande MUDANÇA que propiciou o fim do modelo baseado em empregos? A renda básica universal (ver Renda Básica TED) ! A automação e a inteligência artifical eliminaram milhões de cargos e tornaram obsoletas diversas profissões. 

No período Pós-COVID-19, ficou óbvio que se fosse mantido o modelo de empregado/desempregado não seria sustentável. Com a renda básica universal, aliada a novos modelos de organização da sociedade em rede, as pessoas puderam dedicar TEMPO para descobrir seus TALENTOS e as economias locais. 

A sociedade deixou de ser focada no TER COISAS para ser uma sociedade baseada no COMPARTILHAR COISAS e na busca do SER UMA PESSOA MELHOR. 

Com isso, as pessoas começaram a ter MAIS TRABALHO, sendo a maior parte feito de forma remota e, em atividades que demandam a presença (massagem, brincadeiras, danças, esportes, etc.) aplicativos de geolocalização tornaram simples e rápido a CONEXÃO que quem busca com quem precisa. Os precursores deste formato como Airbnb (estadias) e Uber (carros) que eram focados no compartilhamento de lugar para dormir ou carro para transportar, agregaram outros serviços como EXPERIÊNCIAS. Por exemplo: Ter aulas de idiomas durante o trajeto ou aulas de origami (Ver Origami.club) quando se hospedar na casa de alguém.

“Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida.” Confúcio

Propósito de vida e IKIGAI – Razão de viver

Em 2020, quando se falava de escravidão e tortura as pessoas ficavam indignadas. Porém, o principal foco da maioria das empresas era o LUCRO FINANCEIRO. As pessoas se submetiam a condições extremas de trabalho físico (no caso das pessoas mais pobres) ou condições psicológicas terríveis. Não era raro conhecer executivos(as) de “sucesso” sofrendo TORTURAS psicológicas ou serem ESCRAVOS da própria condição de “sucesso”.

Em 1998, abri uma produtora de sites quando tinha 29 anos e foi o início de uma longa jornada de FRACASSOS FINANCEIROS e dívidas que me tornaram ESCRAVO das minhas próprias empresas.

Em 2050, as crianças aprendem desde cedo a descobrirem seus TALENTOS. Com o fim do vestibular e do ensino baseado em conteúdo, ficou claro que uma sociedade somente evolui de forma sustentável quando as pessoas descobrem “UM SENTIDO PARA VIDA (Ver Viktor Frankl). O IKIGAI é uma palavra japonesa que significa RAZÃO DE VIVER e se tornou uma palavra de ordem e usada em todos países do mundo.

O site http://jornadaikigai.com/ se tornou a maior referência no Brasil sobre o IKIGAI e conta com centenas de colaboradores.

Antigamente, as pessoas perguntavam “Qual é sua profissão?” e hoje é comum perguntarem “Qual é seu ikigai?”.

Cohousing e Ecovilas – A evolução do conviver

Ver http://marciookabe.com.br/sustentabilidade/ecovila-uma-alternativa-sustentavel/ 

A foto acima é um momento inspirador na Ecovila Tao das Artes idealizada por Ely Brito.

O ISOLAMENTO do COVID-19 fez as pessoas perceberem que a “casa própria” com família isoladas não era o modelo ideal para uma convivência FELIZ. 

Muitas pessoas que moravam sozinhas sofreram de solidão. No caso de idoso, quando era necessário ter cuidadores, os custos eram muito altos. As pessoas SOFRERAM muito no isolamento porque a CASA e a VIZINHANÇA não eram mais lugares de CONVIVÊNCIA.

Em 2050, a evolução nas áreas de saúde e alimentação ampliaram a expectativa de vida, com isso a maioria dos países tiveram suas pirâmides etárias invertidas com grande parte da população na terceira idade. A expectativa de vida superou os 100 anos. 

Com a integração do trabalho, lazer e aprendizado (Ver Ócio Criativo – Domenico de Masi), o espaço da casa precisou ser REINVENTADO e a solução era mais simples do que poderiam imaginar. Arquitetos e construtores começaram a projetar espaços como se fossem “hotéis fazenda”. A cozinha e o espaço de refeições são coletivos, bem como os espaços de lazer (piscina, quadras, brinquedotecas, etc.).  

O que é COHOUSING?

“Cohousing é uma forma de morar onde espaços e recursos comuns são compartilhados, mas principalmente há um senso de comunidade muito forte.“ Fonte: Planeta Sustentável 

Somente vivendo em comunidades conseguimos buscar o crescimento pessoal, manter relacionamentos pessoais diariamente e ajudamos uns aos outros. A pergunta mais importante para refletirmos sobre a importância de abandonarmos os velhos padrões talvez seja:

O home office fez as pessoas terem que cuidar da casa, cozinhar e lavar roupa todos os dias. O COHOUSING que era um modelo pouco difundido em 2020, se tornou o modelo predominante em 2050. 

O desafio da sustentabilidade não é novidade para ninguém e todos sabem o que devemos fazer: reduzir consumo, lixo, reciclar, usar a energia solar e diversas outras ações. 

“A solidão nem sempre decorre de estar sozinho. Para a arquiteta Grace Kim, a solidão está relacionada com o quanto nos sentimos socialmente conectados com as pessoas que nos rodeiam, e muitas vezes depende da casa onde moramos. Ela compartilha um antídoto antigo para o isolamento: “cohousing”, uma maneira de viver onde as pessoas escolhem compartilhar espaço com seus vizinhos, conhecê-los e cuidar deles. Repense sua casa e como você mora nela com esta conversa de abrir os olhos.”
https://www.ted.com/talks/grace_kim_how_cohousing_can_make_us_happier_and_live_longer?language=pt-br

Findhorn – Um caso inspirador de ecovila

“No decorrer dum período de desemprego no qual o casal constituído por Peter e Eileen Caddy se dedicou à prática de agricultura orgânica como forma de reforçar o orçamento familiar, perto de Findhorn, no nordeste da Escócia, deram origem à formação duma comunidade.

Essa experiência revelou-se tão eficaz e notável que acabou por atrair a atenção da opinião pública inglesa e, a convicção generalizada de que Peter Caddy, Eileen Caddy (sua esposa) e Dorothy Maclean (que entretanto se lhes juntara, tendo ido viver para uma dependência da habitação do casal), tinham tanto êxito com as suas plantas graças à intervenção divina, que seria como que uma recompensa pelo seu empenho espiritual, levou a que a BBC lhes tivesse dedicado um programa em 1965, que terá sido o ponto de arranque da comunidade que viriam a formar ainda nesse ano, apoiada nas práticas espirituais dos seus três fundadores.

A Comunidade, que passou a ser conhecida como Fundação Findhorn, ou mais propriamente Findhorn Foundation, em inglês, tem vindo a crescer ao longo dos anos, tendo por inúmeras vezes sido a base de documentários televisivos, nomeadamente por parte da BBC, destacando-se mais recentemente a série “The Haven”, produzida pelo Channel 4 em 2004.”

https://pt.wikipedia.org/wiki/Funda%C3%A7%C3%A3o_Findhorn

A pergunta que inspira a evolução do cohousing e ecovilas é:

Você vive em um ambiente que proporciona a FELICIDADE?

Quem é o Marcio Okabe em 2050?

Netweaver é uma pessoa que fortalece ou cria redes através da conexão de pessoas. Também promove a conexão de diferentes redes, sempre com o foco em ajudar as pessoas com base na reciprocidade.

Para que serve um netweaver?

Em um mundo com um universo de possibilidades e uma infinidade de informações, é necessário que existe um trabalho de CURADORIA.

Netweavers são pessoas que promovem a CONEXÃO entre pessoas e a formação de redes colaborativas. Elas aceleram o “match” (combinação) entre pessoas que podem se unir para criar projetos em conjunto.

Como um netweaver trabalha? Quais instrumentos e equipamentos?

Ele participa de cursos, eventos e encontros sempre como um “convidado” especial, pois os organizadores sabem que eles potencializam as conexões e valorizam o evento. Uma analogia seriam os monitores de cursos de dança de salão que ajudam a conectar pares que têm sintonia. O netweaver possui uma sólida formação em desenvolvimento humano e relações interpessoais. O carisma e a oratória são seus principais instrumentos.

Qual é a rede do netweaver? Com que trabalha?

Seus parceiros são pessoas que organizam eventos, agências de desenvolvimento de talentos e organizações de ensino. Sua equipe são outros netweavers que forma uma rede distribuída que trocam informações como as equipes de desenvolvimento de softwares “open source”.

Referências

Entenda como surgiu a história da Data Limite de Chico Xavier de 2019 e, segundo a mesma teoria, o que vai acontecer com a Terra nos próximos anos até a Nova Era, que começaria em 2057. Neste vídeo, Geraldo Lemos Neto, amigo e seguidor do médium, conta como teria sido a Terceira Guerra Mundial e a invasão do Brasil. E mais: em palestras, fala sobre a descoberta de remédio que vai deter o envelhecimento humano.

Crossroads: Labor Pains of a New Worldview é um documentário que explora a profundidade da presente condição humana e o surgimento de uma visão mundial que está a recrear o nosso mundo de dentro para fora.

Economia de Conexão.

Ervin László

“Sabemos que as interações entre as coisas do mundo físico são mediadas pela energia. A energia pode adotar muitas formas. A energia precisa ser transportada por alguma coisa; ela não atua no vácuo. Em vez disso, os cientistas estão agora chegando à clara percepção de que realmente atua em um vácuo, a saber, no vácuo quântico. O vácuo está longe de ser vazio: como já vimos antes, ele é um Plenum Cósmico ativo e físicamente real. Ele transporta não apenas a luz, a gravitação e a energia em suas várias formas, mas também a informação; mas exatamente, a “in-formação”.Para a maioria de nós a informação são dados ou as coisas que uma pessoa conhece. Os cientistas que estudam a realidade fisica e a vida estão descobrindo que a informação se estende muito além da mente de uma pessoa individual, ou até mesmo de todas as pessoas consideradas em seu conjunto.  Como os antigos sábios já conheciam, e os cientistas estão hoje redescobrindo, a in-formação está presente no mundo independentemente da volição e da ação humanas, e é um fator decisivo na evolução das coisas que suprem o mundo real. A base para criar uma teoria de tudo é o reconhecimento de que a in-formação é um fator fundamental da natureza”.ERVIN LASZLO

Arsam Marduk entrevista Peter Bishop

https://genzfuturists.com/podcast-episode2/

Todos nós estamos percebendo que nosso veloz progresso tecnológico colocou em risco a própria sobrevivência da humanidade no planeta Terra. Nossa espécie entrou em uma rota suicida. Neste livro, o eminente cientista e filósofo Ervin Laszlo, fundador e presidente do Clube de Budapeste, enfatiza a urgência de uma mudança de rota, por meio da única ferramenta agora disponível ao ser humano: a evolução da consciência, a adoção de uma “ética planetária”. Este livro extraordinário analisa as lentas macrotransições do passado, o estado atual do mundo, examina alguns cenários para o futuro próximo (incluindo a possibilidade do caos total) e apresenta as ferramentas que podemos começar a utilizar ainda hoje para garantir a nós mesmos e aos nossos filhos um futuro digno no planeta Terra.

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