Um amigo, o Rodrigo Dinardi, me disse uma vez: “Quando você começar a sua jornada espiritual, o origami vai atingir patamares que você não imagina.” Na época achei bonito. Hoje entendo que era quase uma profecia.
O origami tem um segredo que a meditação também conhece: o vinco certo não se faz com força, se faz com atenção. Se você aperta demais, o papel rasga. Se você se distrai, a dobra sai torta. E foi exatamente essa ponte entre papel e presença que me levou, nos últimos anos, para dentro da Brahma Kumaris.
Três dobras de uma mesma história
1. Serra Serena, com Ken O’Donnell. A primeira vez foi na Vila Serra Serena, em Serra Negra, no retiro conduzido pelo Ken O’Donnell, que coordena a Brahma Kumaris na América Latina há mais de 40 anos e é uma das maiores referências em espiritualidade nas empresas. Eu o conheci em 2002, num curso de Investigação Apreciativa, e mais de 20 anos depois estava ali, levando a Vivência de Gratidão com o Coração de Origami para o retiro dele. Contei essa experiência aqui.

2. Salvador, no Festival das Luzes. Vim passar uma semana cuidando dos meus pais e pensei em organizar alguns encontros de origami. De repente, me vi ensinando borboleta para mais de 200 pessoas no Diwali da Brahma Kumaris Salvador, e dobrando borboletas e cisnes com as crianças.
3. De volta a Serra Serena, com o Grupo Mulheres do Brasil. No meu retiro mais recente de meditação Raja Yoga, acabei conduzindo a vivência de gratidão para um grupo de mulheres do Grupo Mulheres do Brasil. Eu fui para meditar e acabei servindo. Talvez essa seja a melhor definição de espiritualidade na prática.

O coração de origami só fica de pé quando as dobras se apoiam umas nas outras. Gratidão é isso.
Reuni toda essa jornada, com vídeos, fotos dos origamis personalizados e uma explicação sobre o que é a Brahma Kumaris e quem é o Ken O’Donnell, numa página especial no Origami.club:
Se você organiza retiros, encontros, eventos ou quer levar um momento de pausa e gratidão para a sua equipe, vamos conversar.